1917 a 2017: cem anos de terror, por Rogério Marinho 

1917 a 2017: cem anos de terror, por Rogério Marinho 

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Rogério Marinho publica textos no NOVO aos sábados 

Em homenagem aos 100 anos da revolução socialista na Rússia, 1917-2017, devemos refletir sobre algumas verdades cobertas pelo manto da falsidade. Todos países tomados por grupos marxistas foram conduzidos a um destino trágico: genocídio, pobreza e escravidão. Essas são as marcas fundamentais do socialismo real, concreto e histórico. A contabilidade macabra dá conta de mais de 100 milhões de mortos pelo totalitarismo socialista. Não há nenhum regime político na história humana que tenha matado mais e de forma tão injusta e eficaz.

O socialismo, em todos os tons, é máquina de opressão e propaganda. Os gulags, na URSS, inspiraram nazistas a construir campos de concentração e extermínio de judeus. Há instituições semelhantes até hoje na China e na Coréia do Norte. Em Cuba e na Venezuela, há dezenas de centenas de pessoas encarceradas por crime de opinião e torturadas periodicamente . A imprensa e as redes sociais são monitoradas e censuradas pelos comunistas. A verdade cristalina é de que o socialismo é ditadura de partido único; é regime corrupto e aristocrático. É sempre o mesmo: submissão do povo aos ditames e ao arbítrio de uma pequena elite aferrada em seu poder total.

Os fatos, ao longo dessas dez décadas, mostraram que não há conciliação de qualquer natureza possível entre socialismo, liberdade e prosperidade. A promessa de Karl Marx de um paraíso sem luta de classes jamais fora cumprida, e nunca se cumprirá, pois a essência do socialismo é a permanência a qualquer custo da ditadura do partido único, dito representante do proletariado.

Outra característica comum dos socialismos históricos é o total aparelhamento das instituições da sociedade. Igrejas (quando não destruídas), justiça, associações, sindicatos e escolas (em todas as etapas) são tomadas pela propaganda massacrante, repetitiva e avassaladora. No socialismo, há culto aos “heróis” e à personalidade dos ditadores: Lenin, Stalin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, Pol Pot, Kim Jong-il, Hugo Chávez foram adorados como deuses.

Socialismo é, também, supressão de todas as liberdades e a receita perfeita de pobreza. O exemplo recente mais contundente é o da Venezuela. Um dos maiores produtores de petróleo do planeta foi reduzido à uma nação tomada pela miséria, pela fome e pela violência generalizada. O socialismo do século XXI, promessa bolivariana, é exatamente igual ao socialismo do século XX.

No Brasil, há muitos que vivem a contar fantasias do socialismo. É ensinado nas escolas, da pré-escola à pós-graduação, que comunismo é luta contra a opressão de burgueses. Repete-se, cotidianamente, para crianças e jovens, a luta de classes como o motor da história. É só ler os manuais de história, geografia, sociologia, filosofia, dentre outras disciplinas, para constatar toneladas de mentiras e adoração irracional ao regime mais assassino da história humana.

Nenhuma linha sobre os tiranos e nenhuma análise sobre o fracasso econômico das nações que enveredaram por esse caminho tortuoso. Nenhuma avaliação sincera e fincada na realidade. Só há falsificações da história. O “ideal” socialista sobrevive em nosso país por meio da doutrinação escolar escancarada e vil. Incautos são levados a repetir mantras sem consciência da realidade nua e crua do totalitarismo. Nenhuma promessa de mais igualdade foi alcançada. Socialismo é puro sofrimento e dor.

Não há e não pode haver cisão entre violência e socialismo. A violência é intrínseca à história da planificação econômica e aos governos de partidos únicos. Corroboramos com a apreciação do nosso maior liberal, o economista Roberto Campos: “(...) chamado ‘socialismo real’, foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulototalitário do entre-guerra – o nazifascismo. Os dois monstros gêmeos, o comunismo e o nazismo, têm vocação genocida. Naquele, o genocídio de classe; neste, o genocídio de raça”. Cem anos de terror e desesperança merecem o nosso lamento e nossa oposição sincera e vigorosa.