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Operação Extração
 Polícia Federal deflagra a Operação Extração na manhã desta terça-feira (03) / Divulgação/Polícia Federal

PF prende advogado suspeito de integrar facção criminosa no RN

Além do advogado, suspeito de transmitir informações entre membros da facção, outras 18 pessoas foram presas na Operação Extração, deflagrada nesta terça (03)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (3/9), em conjunto com o Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN, e apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, a Operação Extração, que busca desarticular célula regional de facção criminosa com atuação nacional.

As medidas cautelares foram deferidas pela Justiça Estadual de Mossoró, que expediu 16 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, além de 01 mandado de prisão temporária (contra um advogado potiguar suspeito de integrar a organização criminosa).

Cerca de 90 policiais federais cumprem os mandados nas cidades de Natal, Mossoró, Extremoz, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante e Pau dos Ferros.

As investigações foram intensificadas em junho de 2019, depois que a Polícia Federal identificou o planejamento de “um salve” (ações criminosas desencadeadas de forma coordenada) pela facção no Rio Grande do Norte.

A organização planejava aterrorizar a população, por meio do incentivo aos faccionados à prática de ações violentas contra pessoas e bens em várias cidades do RN. No salve identificado pela PF, a facção criminosa também planejava ataques dentro do sistema prisional potiguar, incentivando a violência contra integrantes de facções rivais e sugerindo confrontos com as forças policiais do Rio Grande do Norte.

Durante as investigações, informações foram compartilhadas com autoridades do RN e medidas preventivas adotadas. Não houve registro de atentados no período.

Todos os presos ocupam posições de liderança na filial potiguar da facção criminosa.

O advogado, hoje preso temporariamente em Natal, teve especial participação na “circulação” do salve em junho de 2019, sendo o suposto responsável pela comunicação e transmissão das ordens (salves) entre as lideranças presas e membros da alta cúpula ainda em liberdade.

O crime de promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa é previsto na Lei nº 12.850/2013, punido com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.